sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

VeR uM BoCADinHO dE GEnTe

“Vou ver um bocadinho de gente!” costumava eu murmurar para mim, muitos anos atrás, depois de longos períodos concentrado, isolado, no meu trabalho, sentindo o excessivo peso da solidão.

E, então, saía à rua, tomava uma bebida num bar, ou não, e voltava para casa mais refeito por ver o bocadinho de gente em falta no meu estado anímico. 
Tal como as células do nosso corpo, nós também não somos seres isolados, e necessitamos de estar juntos uns dos outros, mesmo que seja apenas como no caso de 
“Ver um bocadinho de gente”.
Só hoje, que senti o esmagador peso da solidão, aprendi a falta que nos faz alguém ao nosso lado. Isto mesmo já tendo percebido há longos anos, que 
“A beleza só verdadeiramente existe quando partilhada”.
Assim, será, pois, de boa precaução, que todos tentemos evitar a solidão em toda a sua potencialidade, porque esse vácuo terrível pode tornar-se num sofrimento atroz, se não mesmo mortal.

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