— Manuel Daniel, Eu trouxe a burra comigo, Trouxe, Mas como bem entendes não iria trazê-la aqui para o baile, Está ali na arramada!"
Aplaudo o modo como a jovem se soube defender do avanço tão tempestuoso, incontrolado, inconsciente, do Manuel Daniel. Coitado, uma joia de moço mas completamente dominado por essas forças tão naturais como inconscias ou poucos de nós teriam nascido. Você gostou de ter nascido? Agradeça aos manueis danieis!
Este episódio coube-me contado com a graça de uma senhora, quando se falava de personagens singulares da aldeia. Acredito que as jovens de hoje também aprenderão a defender-se sem tamanho corropio de polícias e juízes. Uma palavra certeira no âmago do bruto e não há "tensão" que resista, tal como aconteceu com o Manuel Daniel, que Deus o tenha a salvo de assédios sexuais lá no Céu.
Escusado seria dizer que o bom do moço ficou sem pinga de sangue aonde ela seria mais necessária à sua inconsciente pulsão.
Post scriptum:
Nesses tempos era comum haver mulheres muito espirituosas que tinham sempre na ponta da língua a palavra própria contra as impetuosidades masculinas.

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