Contenha essa necessidade de beleza e poderá ser
muito mais verdadeiro na avaliação dos mortos. A mim aconteceu-me idealizar um
morto cujo funeral acompanhei.
Quando saí, muito desgostoso, do cemitério por ter perdido tão bela alma, o morto
estava na conversa num grupinho de acompanhantes do funeral.
Ou seja, quem tinha morrido era outro.
Dias depois pude conferir o quão errado estava
acerca da beleza daquela alma. Acreditem que com outros elogiadores de mortos
acontece exatamente o mesmo erro. Infelizmente eles não podem conferir como eu
o fiz. Riso.
Assim, não será difícil chegar à conclusão a que
cheguei.
pensamento:
Toda a idealização aos mortos só tem a
ver com a nossa incomportável necessidade de beleza não encontrada nos vivos.

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