Admiramo-nos muito por Donald Trump ser tam elogiado nos EUA; mas somos incapazes de ir além de um elogio, ao pegarmos num pensamento de um doutor que não viveu e nos pespega lições de vida.
“Os elogios exagerados destroem o intelecto de qualquer entidade." Lobo Antunes sofreu dessa doença pouco definida, por excesso de encómio.
Confesso que estava completamente esquecido dele, e só este súbito excesso de encómios, louvores, in extremis à beira do precipício me motivou a seguir pequenos textos, pensamentos seus.
Foi uma desilusão completa. Não só por revelar a sua mediocridade pensante, mas incluso o fraco nível analítico e cultural dos nossos media, políticos e demais aconchegos sociais. Esta gente está-se nas tintas para a realidade que nos pode auxiliar, preferindo os elogios recíprocos, conhecidos popularmente como “palmadinhas nas costas”.
Eu também, para poder conviver com certas pessoas, deito mão à mentira. Mas assim como método social de brilhar, nunca.
Imaginem que não tínhamos medo da morte?
Ao invés de tentar as gentes pouco eruditas a compreender a morte, a sua importância, só existimos porque morremos, o senhor Lobo Antunes diz-se aborrecido com ela.
São tantas as parvoíces cultivadas no esmero de gracinhas literárias que não dá para seguir em frente.
Fiquemo-nos pois, assentes em que um livro digno desse nome, ou outra obra digna das artes deve ser “Coisa pensante” útil, Leonardo da Vinci. E tal como uma pintura, rever-se em riqueza de “Variedade na Unidade”, Sócrates. Caso contrário só serve para queimar as pestanas, e cultivar nuvens de mentecaptos que coleccionam livros para servirem de fundo às fotografias pessoais.

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